São Paulo é repleto de bares para todos os gostos e brindes, mas se a ideia é tomar Chivas, uma boa pedida é o tradicional Charles Edward, no coração do Itaim Bibi. O lugar é um misto de bar nova-iorquino e pub inglês, com uma decoração vintage perfeita para combinar com um copo baixo e duas pedrinhas de gelo. Aliás, ali até a cor da parede reflete o malte do whisky.
Para você ter uma ideia da importância do whisky para eles, o bar guarda mais de mil garrafas do sagrado líquido e, em seu cardápio, oferece mais de 40 rótulos diferentes. A família Chivas está lá presente em todas as idades: 12, 18 e 25 anos. E há ainda a Sala Chivas, um espaço exclusivo para até 45 pessoas. Se você quer jogar poker em uma mesa profissional ou apenas apreciar com tranquilidade sua bebida com os amigos, esse é o lugar.
No Charles, também chama a atenção a decoração repleta de itens antigos. Só num lugar como aquele você pode avistar um lustre em art déco de 1928, um guichê de caixa original de uma estação de trem de 1940 ou um caça-níquel de mais de 100 anos. Mas a cereja do bolo é uma antiga vitrine de farmácia do início do século 20 aonde centenas de garrafas estão cuidadosamente guardadas. “A explicação é simples: o whisky é o remédio para o tédio”, justifica Kyko Dias, fundador do bar e um grande apaixonado da bebida.
Há mais de 16 anos, é Kyko quem cuida do Charles Edward e coloca o foco do seu negócio na bebida escocesa. Uma de suas inovações ocorreu no “Clube do Whisky”. A antiga prática de ter uma garrafa no bar com seu nome tem uma versão virtual no Charles. Funciona assim: em vez de você perder o direito pela garrafa depois de um ano como ocorre na maioria dos bares, o Charles transforma sua bebida em uma versão virtual e você pode voltar depois de quanto tempo quiser para tomar as doses restantes que estavam em sua garrafa. Só essa ideia fez o bar ganhar clientes fiéis como os engenheiros de equipes de Fórmula 1 que batem o cartão no Charles a cada temporada.
Vindo do mercado financeiro, Kyko descobriu a paixão pelo whisky há décadas nas saídas com o pessoal que trabalha nos pregões da Bolsa de Valores. Desde então, passou a degustar novos maltes e colecionar garrafas. Até hoje, já viajou cinco vezes para a Escócia para conhecer destilarias e maltes.
“O meu whisky preferido de 12 anos, de coração, é o Chivas. Para mim, é um whisky que desce bem”, diz Kyko. Para acompanhar a bebida no Charles Edward, ele recomenda o Chicken Charles, um petisco com cubos de frango a milanesa acompanhado por molho barbecue e molho gorgonzola. “Esse prato combina muito bem com Chivas”.
Mas não pense que o bar é exclusivo para beber e comer. O lugar conta com shows de bandas de rock todas as noites e muitas pessoas a fim de uma paquera – talvez por influência do whisky. “Mais de 60 casais que hoje estão casados se conheceram no Charles Edward. Já houve até um casamento dentro do bar”, lembra Kyko.
O Charles é eclético e é possível ver em suas mesas gente da mais diferente idade, mas seu principal público é um pessoal mais maduro, normalmente acima dos 30 anos. Mas quem estiver abaixo desta idade não precisa desistir de conhecê-lo. A dica é ir nas noites de quinta-feira quando rola o Whisky Night, uma noite para o público mais jovem e com direito a desconto na garrafa de Chivas.
Ou seja, se você estiver em São Paulo e quiser tomar um whisky num lugar que entende de whisky, vá para o Charles, peça um Chivas e capriche no brinde.
Bar Charles Edward
Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 1426 – Itaim Bibi, São Paulo
Fone: 11 3079 2804 / 3078 5022
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pena que na minha região, não existem bares como este.