Se você está lendo este texto e é homem, é bom se preparar: existem 50% de chances de você ter algum grau de calvície em sua vida (se é que já não tem). E não tente dizer que não liga para isso. Até o marmanjo mais desencanado do mundo fica preocupado ao encontrar os primeiros fios de cabelo soltos no travesseiro, no computador ou ao se deparar no espelho com aquela entrada acima da testa onde antes existia uma vasta cabeleira. Mas será que a calvície está com os dias contados?

Mesmo com os milhares de anos de queda de cabelos, a ciência só agora avançou no assunto. O grande problema: depois que um fio cai é muito mais complicado fazê-lo voltar. Se antes os tratamentos giravam em torno apenas de cremes, xampus e comprimidos de finasterida que você deveria tomar a vida inteira para previnir, agora as opções são inúmeras.

Um grande avanço tecnológico está no diagnóstico da calvície – o que ajuda a saber qual é exatamente a causa da queda e a melhor forma de tratá-la. Scanner de couro cabeludo e microscopia eletrônica do bulbo permitem detectar inflamações, seborreia, circulação do sangue e até avaliar a matriz celular do fio. E tem diagnóstico até para quem não é careca. O Hairdx é um teste de DNA capaz de saber se você sofrerá de calvície e tem um índice de acerto de até 80%.

Os tratamentos também estão mais modernos. Entre as novidades estão o laser de baixa penetração (para multiplicar o crescimento dos fios), a eletroestimulação (choquinhos capazes de interromper a queda) e até a intradermoterapia – microagulhas que abrem pequenos canais no couro cabeludo.

Agora, se a telha aí em cima já está preocupante, a solução é realizar implantes de cabelo ou apelar para a peruca (por favor, não faça isso, a gente tá brincando). Hoje, um dos métodos mais modernos é o transplante folicular coronal: retira-se fios da nuca que depois são lapidados e implantados um a um nos poros da cabeça. Essa complicada cirurgia leva de 6 a 8 horas e pode custar de 10 mil a 20 mil reais.

A última geração de aeroportos de mosquito

A boa nova é que laboratórios estão investindo pesado em novos tratamentos não apenas para prevenir e manter os cabelos, mas também para que fios que já caíram voltem a crescer. Um estudo realizado na universidade americana da Pensilvânia descobriu que as células-tronco do couro cabeludo não somem durante a calvície. Elas apenas ficam preguiçosas e param de produzir fios como antes. Ou seja, um tratamento capaz de dar umas cutucadas nessas células seria como fazer Bruce Willis esbanjar uma vasta cabeleira. Acredita-se que em até 10 anos esses tratamentos permitirão interromper ou reverter a calvície.


Uma resposta para “Somos a última geração de homens carecas?”

  1. CJ disse:

    To chegando lá…
    espero que descubram alguma coisa rápido!
    Uso finasterida faz uns 3 anos, mas não sei se dá um resultado bom. Crescer cabelo isto ela num faz, talvez diminua a velocidade da queda, ou faça até mesmo parar de cair em algumas pessoas.
    Ainda tenho muito cabelo, mas as entradas já aparcem, o jeito de pentear é que esconde, mas daqui uns anos, se não surgir nada melhor, vou acabar fazendo transplante.

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